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seta Universidade Estadual de Montes Claros - MG | Segunda-Feira, 23 de abril de 2018 | relogio 16:02

Literatura e História: Editora Unimontes faz lançamento coletivo de livros nesta quarta

 

Livros Lancamentocoletivo

A Editora Unimontes promoverá, nesta quarta-feira (20/12), o lançamento coletivo de quatro livros de autoria de professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O evento será às 20 horas, na sede do Museu Regional do Norte de Minas, no Centro Histórico da cidade.

As obras resultam de edital lançado ao final de 2016 pela Editora Unimontes, com o objetivo de contemplar trabalhos científicos de pesquisadores da Unimontes em diferentes áreas do conhecimento. Dos quatro livros, três são da área de Literatura e outro é relacionado à Antropologia.

Serão lançadas as obras “O Anel Que Tu me Deste: Grande Sertão: Veredas – Uma História de Amor que virou Livro”, da professora Ivana Rebello; “Leitura: um Jogo de Estratégias [meta] Cognitivas”, das professoras Vanuze Cavalcante e Maria Clara Maciel; e “A Escrita em Mosaico: Machado de Assis e as Crônicas de “A Semana”, do professor Osmar Pereira Oliva.

Ainda acontecerá o lançamento da obra “Mineiros e Baianeiros: a Configuração do Englobamento, da Exclusão e do Entre-Lugar em Minas Gerais”, resultante de trabalho de pesquisa do professor João Batista Almeida Costa, do Programa de Pós-Graduação Stricto sensu em Desenvolvimento Social.

TEMAS ABORDADOS

A obra “A Escrita Em Mosaico: Machado de Assis e as crônicas de “A Semana” foi elaborada a partir de pesquisa de pós-doutoramento do professor Osmar Pereira Oliva, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Por meio da leitura de crônicas publicadas por Machado de Assis no antigo jornal carioca "Gazeta de Notícias", entre 1892 e 1897, Oliva faz uma análise sobre as estratégias literárias que o escritor utilizava na narração dos acontecimentos da época.

“O livro aborda as relações entre literatura e história e como o autor oitocentista questiona a sociedade do seu tempo em relação à imigração de chineses e de japoneses, às guerras no Oriente, à Proclamação da República e à abolição da escravatura, por meio do diálogo irônico com os seus leitores”, explica o professor Osmar Oliva, do Departamento de Comunicação e Letras.

“É possível ler um livro pelo que ele não traz escrito? É possível atar as letras de dentro às letras de fora, unindo o fato e o fictício, a vida vivida e a vida inventada?” É com esta pergunta que a professora Ivana Ferrante Rebello (Departamento de Comunicação e Letras) inicia os textos de “O Anel Que Tu Me Deste: Grande Sertão: Veredas – Uma História de Amor que virou Livro”.

A autora realizou um trabalho de pesquisa sobre a obra de Guimarães Rosa. Ela aborda as perspectivas da criação literária, as influências e o aspecto linguístico usado pelo autor da obra-prima “Grande Sertão: Veredas”. A obra mostra o caminho para a entrada no fascinante universo roseano.

Já o livro “Leitura: Um jogo de estratégias [meto] cognitivas”, das professoras Vanuze Cavalcante e Maria Clara Maciel (também do Departamento de Comunicação e Letras), aborda a temática da interpretação literária por parte dos estudantes. A partir de um trabalho de pesquisa, as autoras tem como objetivo transformar o livro em uma ferramenta de auxílio para que os profissionais do ensino possam compreender e trabalhar melhor a interpretação textual com os alunos.

A obra “Mineiros e Baianeiros” resulta da tese de doutorado do professor João Batista. “Tomo como aspectos para a leitura e interpretação a história, a identidade e a mitologia da mineiridade”, afirma o autor. Ele realizou trabalho etnográfico nas cidades de Matias Cardoso e Mariana, as mais antigas do território mineiro.

“Geopoliticamente, o Norte de Minas é parte de Minas Gerais. Mas, do ponto de vista da história, a identidade e mitologia da região não são narradas nos fatos do passado que dizem da história mineira dada à primazia à formação histórica, econômica e cultural centrada na mineração. Do ponto de vista da identidade, quando um norte-mineiro em contato com os mineiros que deveriam reconhecê-lo como tal, é colocado na Bahia, como baiano, baianeiro ou “baiano cansado”. E do ponto de vista da mitologia da mineiridade, o norte mineiro dela não faz parte”, relata o professor da Unimontes.

O pesquisador salienta, que a partir de uma conjunto de dados coletados (historiográficos, literários e etnográficos), concluiu que, em Minas Gerais “a hierarquização das diferenças culturais e de identidade, entre baianeiros e mineiros, organiza-se em uma dinâmica que valoriza a formação histórica, econômica e cultural aurífera e, ao mesmo tempo, exclui a formação histórica, econômica e cultural pastoril”.

Para compreender esse duplo movimento ideológico, ressalta, ele recorreu a duas teorizações do fenômeno da hierarquia. “Por um lado, a abordagem do englobamento do contrário que é realizado pela geopolítica e, por outro, a perspectiva da exclusão baseada nas relações de poder simbólico, no âmbito da configuração social, dada a ausência do Norte de Minas na história, ideologia e mitologia da mineiridade”.

SERVIÇO
Lançamento coletivo de livros pela Editora Unimontes
Data: quarta-feira (20/12), às 20 horas
Onde: Museu Regional do Norte de Minas
Informações: (38) 3229-

UnimontesCampus Universitário Professor Darcy Ribeiro - Vila Mauricéia - Montes Claros - MG

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